Vende-se

Tuesday, April 04, 2006

Ouveia o lovo no frondal da fraga


O arrepio chega inesperado senom nom seria arrepio, e trespassa o corpo inteiro como um alustro e é tal a sensação que ate os pelos se eriçam.
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Ouveia o lobo no seu fojo, à luz da lua e é respondido polos seus irmãos por toda a parte.

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O Titó escapa, com a cauda entre as pernas, perde-se por entre os carvalhos e laia como se fosse um cachorrinho, fico sozinho e sinto o ritmo do meu alento e dos meus pálpitos cardiacos crescerem.

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Ouuuuuuuuuuuuuuuuu!!! ................................outro espeluznante ouveio e outro arrepio que me atravessa.

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O Tito foge como anima que a leva o vento, corre e corre veloz por entre as árvores.

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Já vejo um lobo caminhar passeninho ao meu lado a uns metros, agora outro sai-me à direita arreganha os dentes e olha para mim furioso...

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A tensão palpa-se no ar, suo, pola minha cara escorregam pingas e mais pingas de auga salgada. Faço barulho e mexo as mãos depressa mas isso parece enfurecer mais os lobos. Caminho mais à pressa...

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Apanho umha pedra e tento lançar-lha mas, aparece outro por detrás e atira-se à embalagem onde levava o coração de bezerro que lhe trazia à tia Hermínia.

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O coração cai, num espaço breve de tempo mas, quase antes de tocar o chão, já toda a mãda peleja por ele...

Começo a correr e não ouso olhar para atrás, ao fundo intuo luzes, um ligeiro resplandecer deixa-se ver entre as árvores ao final do caminho.

Sim, são fachos, vizinhos de vilarinho frio carregados com fuzis e acompanhados dos seus formosos cães de palheiro.


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Tuesday, March 07, 2006

Primavera




Já quase consigo escutar o constante ru ru das rolas, já chega, já está aqui a primavera, pronto virám as cegonhas, as andurinhas, suaves andurinhas que tecem teias de vida no ceu aberto e que fazem os seus castelos de barro cumha feitura sem igual.

Virám os tempos de nom saber se vai chover, quentar o Sol ou só se vam ver nuvens carregadas de negrume... O imprevisível a qualquer hora...

E o sangue voltará a ferver, a pular dentro das nossas veias como desembaraçando-se da friagem invernal. Voltaram portanto os sorrisos parvos os rubores de meixela nas raparigas, as mãos na caluga dos rapazes e os beijos, e os abraços e...

Thursday, February 02, 2006

Amoleço, adormeço


Amoleço, adormeço, quero ainda continuar mais um bocado no mundo dos despertos e assistir a qualquer filme, bom qualquer nom, um desses de que gostas só por gostar, que sentes só por sentir e que pensas sem pensares. Um desses filmes como before sunrise e before sunset.

Até outro anoitecer.

Yin Yan





Podredume infecta, cheirume de morte, maus fados, ar ponçonhoso, mundo abafante em que vivemos.

Cheiro de jazmin, cheiro de vida, outeiros, nuvens, o Sol, brisas dum amanhecer de verão . Amor

Guerra.
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Mal agouro dum Abril despedaçado, assassinado a sangue frio por azar, numha noite qualquer.

Esperanças dum Maio nascido ao pé das montanhas que saúdam o Sol que pinta as nuvens de laranja.

Ouveios crueis do cão maltratado que nom olha para quem se vinga.

Carinhos doces e suaves dum cachorro que lambe a mão de quem nom conhece.

Berros de homem bebado que chora pola mulher que matou: "Era minha!"

Alouminhos de duas raparigas namoradas.

Queda sem retorno dum ignoto andar.

Passeio por um outeiro cheio de dentes de leom.

Mordedura do escouparom inocente que nom sabe por quê morde.

O primeiro beijo que recebemos e que por ser tam grande, nom lembramos.

Nova Iorque

Vilar de Santos



SerpeS

BitchaninhoS

Wednesday, December 14, 2005

Pensamento, razom e liberdade.


Digamos que, seguindo a filosofia de Descartes, existimos depois e por que PensAmoS mas, eis o grande confronto da humanidade, a razom, digo confronto por que existe umha grande luta entre a cordura e a irracionalidade, onde é que começa umha e acaba a outra? o que é a cordura? o que é a loucura?

Para mim umha das maiores reflexões sobre isso é "Alguem voou sobre o ninho do Cuco".
Está a personagem do Chefe, imensa como ele mesmo, _como as paragens geladas do circulo polar ártico banhadas por um Sol esguelhado_ cheia de bondande, que me fez pensar primeiro numha grande mole sem pensamento nem sentimentos.

Louco ele??? Se tiverem ocasiom, vejam o filme.

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Como disse William Wallace noutro contexto antes de ser assassinado, LIBERDADE!!!

Wednesday, November 23, 2005

Delicatessen


Estou começando a ver Delicatessen um filme francês de princípios dos noventa com um guiom muito sorpresivo e umha estética inzada de beises moi atrainte. A ver que me depara. No começo todo aponta a umha massacre caníbal nuns tempos difíceis mais ainda nom se sabe.

Um apontamento, sai o francês "anão" de Mortadelo e Filemom

Tuesday, November 15, 2005

As Intermitências da Morte.



As intermitências da Morte novo Livro de José Saramago. Clica aqui para ouvir entrevista com Saramago na Antena 1

Wednesday, November 09, 2005

Aranha da Existência


Tece e tece aranha da existência
tece realidades, tece sonhos
tece fios unidos por pontos
em cada ponto umha pessoa
em cada fio umha vida
e vais tecendo tu soa
o viver da gente boa.

Quantos tecidos terá este mundo
criados por ti com o teu fazer mudo
quantos tecidos, que já avelhentarom
e quantos que ja morrerom
quantos que já passarom
quantos que fenecerom.

Quantos tecidos por nascer
e quantos nom hei-de ver.

Como chamar-te? aranha da existência?
Deusa dos deuses?, fado dos fados?
Destino enfim? ou verdadeira ciência?