Ouveia o lovo no frondal da fraga

O arrepio chega inesperado senom nom seria arrepio, e trespassa o corpo inteiro como um alustro e é tal a sensação que ate os pelos se eriçam.
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Ouveia o lobo no seu fojo, à luz da lua e é respondido polos seus irmãos por toda a parte.
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O Titó escapa, com a cauda entre as pernas, perde-se por entre os carvalhos e laia como se fosse um cachorrinho, fico sozinho e sinto o ritmo do meu alento e dos meus pálpitos cardiacos crescerem.
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Ouuuuuuuuuuuuuuuuu!!! ................................outro espeluznante ouveio e outro arrepio que me atravessa.
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O Tito foge como anima que a leva o vento, corre e corre veloz por entre as árvores.
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Já vejo um lobo caminhar passeninho ao meu lado a uns metros, agora outro sai-me à direita arreganha os dentes e olha para mim furioso...
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A tensão palpa-se no ar, suo, pola minha cara escorregam pingas e mais pingas de auga salgada. Faço barulho e mexo as mãos depressa mas isso parece enfurecer mais os lobos. Caminho mais à pressa...
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Apanho umha pedra e tento lançar-lha mas, aparece outro por detrás e atira-se à embalagem onde levava o coração de bezerro que lhe trazia à tia Hermínia.
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O coração cai, num espaço breve de tempo mas, quase antes de tocar o chão, já toda a mãda peleja por ele...
Começo a correr e não ouso olhar para atrás, ao fundo intuo luzes, um ligeiro resplandecer deixa-se ver entre as árvores ao final do caminho.
Sim, são fachos, vizinhos de vilarinho frio carregados com fuzis e acompanhados dos seus formosos cães de palheiro.
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